Cirurgia de Liberação do Túnel Cubital: Aliviando a Pressão no Nervo Ulnar

20 de dezembro de 2023

A síndrome do túnel cubital é uma doença caracterizada pela compressão do nervo ulnar na parte interna do cotovelo, conhecida como túnel cubital. Esse túnel é constituído de diversos ossos e ligamentos, sendo responsável pela passagem do nervo ulnar.

 

Os sintomas resultantes dessa condição vão depender do grau de compressão sofrido pelo nervo ulnar, sendo os mais comuns:

 

  • Dor localizada na parte interna do cotovelo;
  • Dor irradiada para o antebraço;
  • Sensação de formigamento no quarto e quinto dedo;
  • Redução da sensibilidade;
  • Alterações motoras.

 

Nos casos mais leves, os sintomas podem surgir de maneira intermitente, apresentando uma piora considerável após longos períodos com o cotovelo dobrado. A intensificação da compressão faz com que os sintomas se apresentem de maneira mais constante acompanhado da perda de força.

 

Alguns pacientes com um quadro mais grave de síndrome do túnel cubital também podem relatar dificuldade em esticar completamente o quinto e o quarto dedo, e também apresentar atrofia muscular na região.

 

O que causa a compressão do nervo ulnar?

 

A Síndrome do nervo ulnar pode ser causada por inúmeros fatores. No geral, ela é desencadeada pelo aumento da pressão do nervo ou redução do túnel cubital, que podem ter origem sistêmica, ou em fatores intrínsecos e extrínsecos como veremos a seguir:

 

  • Fatores sistêmicos: insuficiência renal, mieloma múltiplo, diabetes, mal de Hansen, entre outros;
  • Fatores intrínsecos: alterações anatômicas ligamentares e ósseas, presença de músculo ancôneo acessório/epitroclear, instabilidade do nervo ulnar, artrose, sequela de fraturas, entre outros;
  • Fatores extrínsecos: movimentos repetitivos de flexão do cotovelo, luxação, trauma no cotovelo, trauma recorrente, entre outros.

 

Com base nessas causas, e em uma avaliação do histórico clínico do paciente, o médico pode realizar o diagnóstico da síndrome do túnel cubital. O médico também pode realizar um exame físico a fim de identificar alterações motoras e sensitivas na região.

 

O teste de Tinnel também é realizado para identificar sintomas relacionados com essa doença. Para complementar o diagnóstico, o médico pode solicitar a eletroneuromiografia dos membros superiores para identificar a possível diminuição na condução elétrica na região, assim como o local da compressão.

 

A radiografia do cotovelo também ajuda na identificação de alguma deformidade óssea que contribua para a compressão do nervo ulnar, assim como a ultrassonografia. Esse exame é utilizado para avaliar a instabilidade do nervo ulnar, e a ressonância nuclear magnética é utilizada para avaliação das estruturas ao redor e o próprio nervo .

Leia também: Você sabe o que é a Síndrome do Túnel do Carpo?

 

Como é feito o tratamento dessa síndrome?

 

O tratamento recomendado pelo médico vai depender da gravidade e intensidade dos sintomas relatados pelo paciente, e também da duração da doença. No caso dos pacientes que apresentam sintomas leves e ainda intermitentes, é necessário avaliar o comportamento e a posição do cotovelo e os momentos onde ele pode ser sobrecarregado.

 

Nesses casos, o médico pode recomendar uma abordagem conservadora que inclui a utilização de medicamentos anti-inflamatórios para combater os sintomas.

 

Nos casos mais graves, quando o paciente relata dor constante e perda de força, o médico pode prescrever medicamentos específicos, como complexo de vitamina B e medicamentos anticonvulsivantes. Quando o paciente relata piora dos sintomas no período da noite, o médico pode prescrever a utilização de órteses imobilizadoras para manter o cotovelo menos flexionado. Dessa forma, é possível reduzir a pressão sofrida pelo nervo ulnar.

 

Quando o tratamento conservador não consegue combater os sintomas e o paciente ainda apresenta queixas, pode ser recomendada a realização de uma cirurgia. O principal objetivo dessa abordagem Cirúrgica é reduzir a pressão sofrida pelo nervo ulnar.

 

Através de um corte de aproximadamente 4 cm, o médico consegue soltar o nervo e eliminar a pressão. Se essa pressão estiver sendo causada por uma variação anatômica ela pode ser corrigida durante a cirurgia.

 

Quando não há nenhuma variação ou estrutura que esteja contribuindo para a compressão do nervo, é realizada a neurólise. Também é possível mudar o nervo do local para evitar a sua sobrecarga e compressão.

 

Precisamos lembrar que, mesmo com a intervenção cirúrgica, a melhora dos sintomas não acontece de forma imediata. Geralmente, o paciente sente a melhora com o tempo e com o progresso da recuperação após a intervenção cirúrgica.

 

Considerando as complicações decorrentes desta cirurgia, como comprometimento ou perda motora ou déficit sensitivo, é fundamental contar com um médico da sua confiança especialista nesse tipo de condição. Esse profissional poderá descartar outras patologias que geram sintomas semelhantes e contribuir para o tratamento ideal para a sua doença.

 

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