Dedo em Gatilho em Crianças: Abordagens Cirúrgicas e Cuidados Pós-Operatórios

13 de dezembro de 2023

Você já ouviu falar em dedo em gatilho? Essa condição consiste no travamento de um dos dedos da mão na posição dobrada. Porém, é comum que o paciente com essa condição relate um estalo ao tentar esticar totalmente o dedo ou dobrá-lo, podendo resultar em dor.

 

Também conhecido como tenossinovite estenosante, o dedo em gatilho é o resultado do travamento do tendão flexor na sua polia localizada na base do dedo. Esse travamento faz com que seja muito difícil abrir a mão totalmente após fechá-la, de forma que acaba se tornando um processo doloroso e que ocorre de maneira súbita.

 

Para entendermos como dedo em gatilho acontece, primeiramente precisamos entender a anatomia da mão. Os tendões localizados no nosso corpo funcionam como cordas para conectar as estruturas, e isso não é diferente dos tendões que conectam os músculos presentes no antebraço aos ossos das nossas mãos. Dentro, os tendões acabam passando por polias, que funcionam como ligamentos e túneis dentro dessa estrutura.

 

Via de regra, o movimento realizado pelos tendões acontece com pouco atrito, deslizando com facilidade. A membrana sinovial que envolve os tendões e as polias produz um líquido para redução dos atritos e garante que o movimento realizado por essas estruturas aconteçam de forma lubrificada.

 

Quando as polias responsáveis por contribuir bundões ficam espessadas, ela acaba impedindo deslizamento correto das estruturas, de forma que a compressão resultante faz com que o corpo desenvolva um nódulo ponto final e é esse nódulo que acaba bloqueando o dedo e resulta na condição chamada de dedo em gatilho.

 

Essa condição pode ser favorecida por alguns fatores de risco:

 

  • Realizar atividades que envolvem o uso repetitivo ou flexão constante dos dedos;
  • Pessoas do sexo feminino entre 40 e 60 anos;
  • Pacientes que realizaram a cirurgia de síndrome do túnel do carpo, visto que o dedo em gatilho é considerada como uma complicação;
  • Alguns problemas de saúde, como ósseo artrite, Artrite reumatoide, gota ou diabetes;
  • Entre outros.

 

Os sintomas do dedo em gatilho

 

Além da dificuldade em movimentar o dedo, como ao esticar e dobrar essa articulação, o paciente também pode relatar som de estalido, nodulação, sensibilidade e rigidez. Nos casos mais graves pode ocorrer o travamento total do dedo na posição dobrada.

 

No início da doença, o paciente relata um desconforto localizado na base dos dedos, na região Palmares. É comum que os sintomas sejam piores nos primeiros momentos da manhã por conta do inchaço resultante da distribuição de líquidos no período noturno.

 

Diferentemente do que muitos pensam, a causa do problema não está no dedo, e sim no bloqueio localizado na palma da mão. Em casos mais graves, o paciente pode necessitar da ajuda da outra mão para conseguir esticar completamente o dedo, ou até mesmo permanecer com o dedo dobrado de forma definitiva.

 

Dedo em gatilho em crianças

 

A tenossinovite estenosante também pode acontecer em crianças, e na maior parte dos casos o diagnóstico é feito ainda no primeiro ano. No caso das crianças o dedo em gatilho atinge principalmente o polegar, sendo chamado de polegar em gatilho congênito.

 

Por apresentar uma pele mais fina e delicada, o nódulo presente na palma da mão pode ser mais palpável, e os sintomas são bastante semelhantes.

 

O diagnóstico deve ser realizado por um médico especialista, que irá examinar a mão do paciente e determinar a causa do travamento. Quando o paciente ainda não apresenta o bloqueio do dedo, como ocorre nas fases iniciais, o diagnóstico pode ser mais difícil de ser obtido.

 

Os exames de imagem não costumam contribuir para esse processo de diagnóstico, uma vez que não há lesão óssea e não é possível demonstrar o bloqueio do dedo.

 

Como é feito o tratamento?

 

O dedo em gatilho em crianças pode estar relacionado com alterações de desenvolvimento ósseo ou outros fatores. Nesses casos, o tratamento costuma ser feito através de uma abordagem conservadora que inclui:

 

  • Medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios;
  • Massagem local;
  • Fisioterapia;
  • Intervenção cirúrgica.

 

O momento ideal de realizar a cirurgia vai depender da avaliação do médico e do travamento apresentado pelo paciente. Por essa razão, é fundamental contar com o médico de confiança para realizar um acompanhamento adequado.

 

O tratamento leva em consideração o quadro do paciente e a gravidade dos sintomas apresentados.

 

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