Cirurgia de cisto sinovial no pulso, como é feita e quando é indicada

27 de dezembro de 2023

O cisto sinovial se caracteriza pelo surgimento de uma bolinha de textura amolecida que se apresenta na mão próximo à articulação ou a um tendão. Esse cisto pode surgir na região Palmar do Punho, mas acontece mais frequentemente no dorso. Além da dor, esse problema também pode causar alteração estética e incômodos aos pacientes, de forma que cada vez mais pessoas vêm buscando tratamento.

 

É importante lembrar que nem toda formação ou tumoração que surge na região do Punho consiste em um cisto sinovial. Por essa razão é muito importante buscar a avaliação de um profissional para um diagnóstico preciso e início do tratamento.

 

Embora possa surgir em todas as articulações, o cisto sinovial é muito mais frequente na mão, punho, Pé, joelho e tornozelo. Sendo mais frequente no sexo feminino, essas formações podem surgir nas primeiras três décadas de vida.

 

 

 Quais são as causas do cisto sinovial no punho?

 

Na maior parte dos casos, a causa do cisto sinovial é desconhecida. Ele pode estar associado, em alguns casos, a um evento traumático ou até mesmo a pequenos traumas que ocorrem de maneira repetitiva. Diferentemente do que se pensa, essa doença não apresenta relação com a profissão ou atividade exercida pelo paciente.

 

Na maioria das vezes, os sintomas relatados pelo paciente são, além da dor e alteração estética, também uma determinada fraqueza no punho. Alguns pacientes também apresentam uma grande preocupação pela malignidade dessa formação, buscando diagnóstico preciso e o tratamento adequado.

 

Por não apresentar uma causa específica, é fundamental que o paciente diante dos sintomas relacionados com a doença, procure ajuda de um médico especialista. Esse profissional será capacitado para avaliar a condição e determinar um diagnóstico correto.

 

Leia também: Você sabe o que é e o que causa um cisto sinovial?

Como é feito o diagnóstico ? 

O primeiro passo para determinar o diagnóstico é realizar avaliação do histórico do paciente e o seu respectivo exame físico. Para isso, além da palpação, o médico também pode utilizar uma técnica de transiluminação a fim de determinar a composição dessa formação.

 

Para complementar essa avaliação o médico também pode realizar um exame auxiliar através da ecografia. A ressonância magnética também pode ajudar a determinar o diagnóstico, assim como a cistografia e a cartografia.

 

Devido à sua composição, os cistos sinoviais no punho não conseguem ser identificados através da radiografia, exceto nos casos de cistos intra ósseos que podem se formar nessa região.

 

Uma vez determinado diagnóstico, pode ser enunciado o tratamento de cisto sinovial no punho. Na maior parte dos casos o tratamento é realizado de maneira conservadora, abordagem essa que consegue entregar uma grande taxa de sucesso.

 

Essa abordagem tem como principal foco controlar os sintomas e reduzir a inflamação na região. Para isso, o médico pode recomendar medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, repouso e utilização de órteses.

 

Algumas técnicas mais invasivas também podem ser implementadas nesse tratamento, como é o caso da infiltração com soluções esclerosantes ou aspiração do material do cesto. A infiltração com corticoide também ajuda a aliviar os sintomas e reduzir a massa, contribuindo para a melhora da aparência do cisto.

 

Quando o tratamento conservador não consegue entregar os resultados esperados, pode ser recomendada a realização de uma cirurgia para cisto sinovial no punho. E hoje costuma ser recomendada para pacientes que apresentam sintomas ainda com a implementação do tratamento conservador.

 

Essa cirurgia pode ser realizada de forma tradicional ou através de uma abordagem minimamente invasiva conhecida como artroscopia. Embora ambas as abordagens consigam resultados muito positivos, artroscopia garante uma recuperação mais rápida e incide em menos complicações após o procedimento.

 

Embora a abordagem cirúrgica consiga excelentes resultados, é possível que o cisto sinovial retorne mesmo após a sua remoção. A cirurgia apresenta poucas complicações, sendo a mais comum a dor localizada na cicatriz, formação de pequenos nevromas superficiais, ligeira limitação de mobilidade na articulação, entre outros.

 

É muito importante que após esse procedimento o paciente siga todas as recomendações passadas pelo médico responsável. A realização de fisioterapia, imobilização e repouso são fundamentais para garantir o sucesso do procedimento e contribuir para a melhoria da qualidade de vida do paciente.

 

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