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7 de dezembro de 2023
A síndrome do túnel do carpo é uma doença que resulta de um processo de compressão do nervo mediano dentro do canal do cabo. Esse canal fica localizado entre a mão e o antebraço, sendo responsável pela passagem do nervo mediano e dos tendões flexores.
O aumento da pressão dentro desse canal geralmente é causado pela lesão do esforço repetitivo, que é gerada pela realização de atividades repetitivas Como tocar instrumentos musicais, digitar com frequência ou escrever. A compressão também pode ser causada por fraturas, quedas, problemas hormonais ou inflamatórios e até mesmo o uso de determinados medicamentos.
O paciente que sofre com a síndrome do túnel do carpo costuma relatar os seguintes sintomas:
A realização de movimentos de flexão intensos com os punhos pode agravar os sintomas e trazer uma dor ainda mais intensa.
Como anteriormente, a síndrome do túnel do carpo está diretamente relacionada com a lesão por esforço repetitivo. Outras causas associadas estão:
Também podem estar associados alguns fatores de risco, como o sexo (a doença é mais prevalente em pessoas do sexo feminino), fatores anatômicos, obesidade, insuficiência renal, inflamação nas articulações, entre outros.
O primeiro passo para o diagnóstico da síndrome é a avaliação realizada pelo médico responsável, que inclui o histórico médico e familiar do paciente. Feito isso é realizado um exame físico para identificar alguns aspectos no membro afetado:
Teste de Phalen: nesse teste, o médico vai solicitar para o paciente que ele dobre o punho durante aproximadamente 60 segundos. Se houver a presença de dormência, formigamento ou fraqueza, é possível que a pessoa tenha a síndrome do túnel do carpo
Teste de tinel: para realização desse teste, ortopedista realiza percussões leves acima do nervo mediano. O reflexo de dor é um sinal de que o nervo esteja sofrendo alguma compressão
O ortopedista também irá avaliar sinais de dormência na região palmar, dedo anelar e dedo indicador, além de avaliar também a qualidade do movimento de pinça realizado pelo paciente.
Para complementar o diagnóstico e obter informações mais precisas, o médico pode solicitar a realização de alguns exames como a radiografia do Punho, velocidade de condução do nervo e eletromiografia.
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O tratamento vai levar em consideração o quadro do paciente, intensidade dos sintomas e a gravidade da doença. Nos quadros onde a doença se apresenta de forma mais leve e moderada, pode ser recomendado tratamento conservador.
Considerando que a maior parte das causas de síndrome do túnel do carpo tem relação com as atividades ou a postura do paciente, algumas abordagens podem agregar muitos benefícios, como a terapia ocupacional, medicamentos anti-inflamatórios, fisioterapia ou utilização de órteses para imobilizar o membro afetado.
Nos casos mais graves ou quando o tratamento conservador não consegue aliviar os sintomas do paciente, pode ser indicada a realização de uma intervenção cirúrgica. O principal objetivo desse procedimento é liberar o túnel carpal e reduzir a compressão sofrida pelo nervo.
De forma simplificada essa cirurgia efetua a liberação do nervo mediano no canal através de uma abertura realizada no ligamento transverso do carpo. Dependendo da avaliação do médico e do quadro do paciente, essa cirurgia pode ser realizada através de uma abordagem minimamente invasiva ou através da cirurgia convencional.
O pós-operatório desse procedimento costuma ser simples e raras complicações. Em alguns casos o paciente pode relatar dor no local da cicatriz da cirurgia, ou apresentar a formação de aderências no local.
O tempo de recuperação costuma ser entre duas a quatro semanas, e após o paciente pode retomar as atividades laborais. As atividades são realizadas sem restrições a partir da sexta à oitava semana após a intervenção. É muito importante que o paciente realize um processo de fisioterapia adequada para garantir a mobilidade e a total recuperação após a cirurgia do túnel do carpo.
Por se tratar de uma doença que apresenta uma evolução progressiva e pode impactar consideravelmente a qualidade de vida do paciente, é fundamental buscar ajuda de um médico de confiança para uma avaliação do quadro e início do tratamento. Quanto antes esse tratamento for iniciado melhores serão as chances de recuperação do paciente
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